Diabetes

A Diabetes mellitus, vulgarmente denominada Diabetes, é uma doença do foro metabólico que consiste de uma forma muito simples, na existência de níveis elevados de açúcar no sangue (hiperglicemia) que resultam ou de uma insuficiente produção de insulina (Diabetes Tipo 1 – 5 a 10% dos casos) ou de uma incapacidade crescente do nosso organismo utilizar a insulina produzida, de uma desregulação da produção de insulina ou de uma combinação destas duas situações (Diabetes Tipo 2 – cerca de 90% dos casos)

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Diabetes apresentou no seu último relatório dados que se traduzem numa prevalência de 13,3% na população adulta entre os 20 e os 79 anos, o que corresponde a mais de 1 milhão de portugueses com esta doença.
Neste contexto, é cada vez mais comum que nos apareçam pacientes que apresentam esta condição e que nos questionam se podem ou não realizar cirurgias de colocação de implantes.

A nossa abordagem inicial, como aliás em todas as situações, é elaborar uma detalhada história clinica do nosso paciente, recolhendo o máximo de informação médica possível. No exame clinico inicial de um paciente diabético o clinico deverá procurar sinais orais que possam indicar um controlo inadequado dos níveis de glicémia, tais como lesões aftosas ou pequenas úlceras com dificuldades de cicatrização, gengivite e/ou periodontite, candidíase e eventualmente xerostomia (boca seca por diminuição da produção de saliva). Este exame inicial deverá ser em seguida associado a exames auxiliares de diagnóstico, nomeadamente análises sanguíneas, que nos permitem avaliar o grau de risco de cada caso.

Mas de que riscos estamos a falar?

No imediato, o principal risco prende-se com uma eventual crise de hipoglicemia durante a consulta ou seja, uma descida acentuada do nível da açúcar no sangue; geralmente os pacientes diabéticos sabem reconhecer os sintomas e são os primeiros a actuar em si mesmos, não deixando que se evolua para uma eventual perda de consciência. No entanto, toda a equipa clinica deverá estar preparada, não só para reconhecer uma crise de hipoglicémia (paciente desorientado, confuso, que apresenta sudação excessiva e palidez), mas também para actuar rapidamente.

No planeamento do tratamento, e mais especificamente no campo dos tratamentos cirúrgicos de colocação de implantes, o risco está diretamente relacionado com o grau de controlo da glicémia do nosso paciente. De uma forma muito simplista, casos controlados têm luz verde, casos pouco ou mal controlados não podem avançar. Mas atenção, este “STOP” não significa que não podemos intervir; significa apenas que teremos de aguardar por um momento em que o paciente consiga controlar melhor a sua glicémia. De referir também, que esta exigência de níveis de glicémia controlados não se resume apenas ao momento da cirurgia, mas deve ser prolongada e mantida no tempo, sendo assim uma garantia do sucesso do tratamento a longo prazo. O nosso maior problema nestes casos é a possibilidade de uma infecção e uma menor, ou pelo menos mais lenta capacidade de defesa e de cicatrização dos tecidos.

Num registo mais secundário, mas não menos importante para a avaliação dos riscos associados ao tratamento de pacientes diabéticos, estão as complicações sistémicas da própria doença. Falamos de doenças cardíacas, hipertensão arterial, enfarte do miocárdio, doenças renais, alterações sensoriais nos membros superiores ou inferiores, dificuldades na cicatrização de feridas, situações estas que poderão exigir cuidados médicos específicos e que nunca deverão ser descuradas.

Sou diabético, tenho os meus níveis de glicémia controlados, que cuidados devo ter?

A primeira coisa que deve ter em atenção é nunca descurar a sua medicação. A manutenção dos níveis de açúcar sanguíneos dentro dos limites normais é o primeiro passo para o sucesso.
Ainda no campo da medicação, deverá também respeitar escrupulosamente as indicações dadas pelo cirurgião ou medico dentista, fazendo por norma um antibiótico e um anti-inflamtório antes da sua cirurgia. Estes últimos, deverão manter-se por um período que pode ir de 1 a 2 semanas, garantindo uma protecção extra no campo da defesa bacteriana no seu pós operatório.

E nós, profissionais, o que podemos fazer para minimizar tudo isto?

De uma forma geral, as consultas destes pacientes deverão ser agendadas no período da manhã, uma vez que os níveis de cortisol estão mais elevados e o risco de uma crise de hipoglicémia será menor. Em pacientes que dependem de insulina para controlar a sua glicémia, deveremos organizar a consulta por forma a não perturbar o esquema normal de medicação e mais uma vez para não arriscar uma crise de hipoglicémia. É importante que o médico confirme se o paciente ingeriu algum alimento antes da consulta e se respeitou os horários da sua medicação, principalmente se se prevê uma consulta demorada. Caso seja necessária alguma dieta específica depois da cirurgia (o que por norma acontece), esta deve ser adaptada à manutenção dos níveis normais de açucar do paciente.

Resumindo…

Todos nós, Médicos Dentista devemos pecar por excesso de zelo no que toca à abordagem de pacientes diabéticos, ainda mais, em casos pouco ou mal controlados. Uma correcta avaliação clínica, exaustiva e pormenorizada é essencial, e por vezes será mais seguro adiar algum tratamento até que os níveis de glicémia se apresentem controlados e estabilizados.
Implantes dentários podem ser colocados em pacientes diabéticos controlados. Contudo, a colocação de implantes dentários em diabéticos não controlados ou mal controlados, poderá ser desastrosa, com um mau prognóstico, devendo por isso ser evitada.

No Smile Design Centre o eu queremos é ve-lo sorrir. Se sofre de Diabetes e tem dúvidas quanto à colocação de implantes, não deixe de nos procurar. Certamente iremos encontrar a solução para o seu caso!

Pedir Informações

Contactos

Rua Camilo Castelo Branco,nº2, 2º dto

1150-084 Lisboa

Tel: (+351) 21 314 77 39

Telm: (+351) 91 357 03 20

info@clinicamiguelcalhau.com

Seg a Sex 09h00 - 18h00